Era casual olhar a lua iluminando o céu, poderia ser realmente surpreendedor e assustador se o céu perdesse a cor; Acabaria sem saber pra onde olhar.
Ele era o único infinito ao qual eu jamais poderia ter uma cor inusitada, um sorriso estonteante e um olhar, mais que olhar celestial, parecia que a lua estava à minha frente iluminando cada piscar de olhos e cada sentimento que nascia dentro de mim.
Perdi a fala.
Porém, cada minuto que lembrava ele, era uma palavra que me vinha à cabeça; Sem nem olhar pro lado, resolvi abandonar meus anseios, e resistir a minha insensatez. Criei um mundo de imaginações e pensamentos inquietos e mordi os lábios para ver se ainda poderia sentir a verdade e a presença do abstrato.
Acabei por sentir um vendaval de gostas fortes e frias tocar meu rosto, pareciam congelar o tempo.
Mera ilusão.
Eu sem poderes pra parar a vida e sem vida para sem paralisada.
A cada instante eu lembrava os seus olhos, e a cada piscar dos meus, eu via a lua. Poderia não ter a lua do céu durante as luas minguantes e os quartos crescentes, mas tinha a lua dos teus olhos... Não queria mais nada de purificador. Se fosse meramente possível te prenderia a minha frente, e retiraria a minha inspiração de você; Loucura, eu sei!
Enquanto o céu não perder a cor e a minha enorme lua continuar inspirando minhas palavras, eu te poupo de vivenciar minhas ideias. Qual a fórmula desse amor? Hum, uma pergunta difícil; mas, não impossível de ser respondida. Criei verdade, fatos e palavras. Apaguei mentiras, saudades e acabei guardando os sentimentos.
Fiz-te um ser invisível por uns meses e acabei perdendo um grau de amizade. Poderias ser uma estrela a me guiar, assim não te faria de lua a me iluminar. Com uma exceção, eu pude sentir mais forte a ventania de pingos, pude ver as árvores se contorcerem no frio do “verão”, pude ver o céu se aborrecer diante de mim, me olhando exageradamente, como se eu tivesse culpa de tudo estar confuso.
Não era pra ser decifrado era pra estar guardado a sete chaves, e protegido por um enorme sorriso; Aquele que faz as pessoas desviarem o olhar e imaginar que a vida é instantaneamente perfeita. Ah, quem dera o céu brilhasse muito mais, só assim ele iria apagar a cor do medo, e só assim iria me perdoar por eu olhar pros teus olhos de lua.
Eu já tive a oportunidade de pedir desculpas, de dizer que a lua celeste ainda é minha “estrela” guia; e que você foi apenas um professor de verdades e de força de vontade pra começar a trilhar a minha vida a sós, e poder encontrar a inspiração do meu viver.
Só que ela não entende.
Estou com medo de finalizar os seus olhos no meu caminhar ou de ter que pedir pra lua licença e te aceitar como fonte de sorrisos e de palavras.
Só que não posso apagar as lembranças dos meus dias em que ela esteve presente e iluminou o caminho, muito menos te tirar da trilha e te esconder para que assim, eu aceite sua partida. O fim não está tão longe, só não posso confessar se será para ela ou pra você.
Acabaria por aceitar os dois, não ligo pra dissoluções de vida, quero palavras da alma, quero bocas confessando verdades escondidas e inúmeras maneiras de criações. Quero a inspiração vinda dos teus olhos, quero a luz do luar e o calor da saudade.
Vou manter o medo de perdê-los, vou guarda-los aos meus braços e longe dos meus confrontos diários. Serão as palavras do meu dia-a-dia e a certeza de que tudo estará bem. Vou mantendo as chamas de uma possível perda sob meu controle e vou cuidando para que os momentos se eternizem e que o ciúme perca força diante de mim e de meus atos.
Vou vivendo por enquanto com a certeza de seus amores, serei grata ao viver e ao dedicar. Pelo menos, só por hoje.
à voces:
"Você foi a esperança nos meus dias de solidão,a angústia dos meus instantes de dúvida, a certeza nos momentos de fé.
Paulo Coelho"
Ivy Saliba

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