quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Dentre tudo que já havia visto, nada poderia ser comparado com o que eu estava sentindo.
Uma confusão de sentimentos, uma mistura de sorrisos, o mais engraçado em tudo era a certeza de que a saudade de um sonho bom estava se dissolvendo e deslizando por tudo o que eu havia construído. Não sentia mais nada além da enorme explosão de sentimentos que começava a surgir dentro de mim.

O estanho?
Era ainda ter que sentir medo. Medo que um dia eu poderei dizer que não existe mais, e se não disser, é porque já concordei em aceitá-lo como parte da vida, parte de mim, parte do que ainda pode ser meu.Quando deseja-se o mundo, sente-se saudades de não desejá-lo e o pior de tudo, sente-se medo de dar o próximo passo. Aquele que te leva a diante.

Quando a vida deixar de ser tão deslumbrante, e tão colorida, eu retornarei a mim e direi que sinto falta de sentir a saudade e o medo de ver o quanto isso importava e nutria o que eu sempre senti como esperança de um recomeço.
Enquanto isso, eu vou continuar encantada com o colorir dos dias e a beleza do viver.

Porém, as estradas de terra que haviam perdidas no caminho, ainda vão continuar lá. E o mais incrível, é que eu nunca vou sentir vontade de descobrir o que havia no fim de cada uma!

Um dia a vida deve seguir a diante, deve-se deixar o passado exatamente aonde está e almejar, esperançosamente, por um futuro mais vívido. O medo sempre existirá, o segredo é não deixar ele viver por você e acabar deixando de lado o que realmente importa na vida.

É viver por um sonho de um novo amanhã, e que este seja mais despertador!

Ivy Saliba


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